A religiosidade, para mim, é o afeto espontâneo que se expressa nos rituais ao Criador e seus representantes conscientes – os Mestres (Jesus Cristo, Buda, Khrishna, Lao Tse, Confúcio, Chico Xavier, Yogananda, Ramakrishna, Massaharu Taniguchi etc.etc.). Sou infinitamente grato por todo o conhecimento e amor que esses Seres nos devotaram. Sou grato ao Criador pela minha existência e subsistência. E que a minha vida - essa singularidade - possa ser uma manifestação consciente da Sua Vontade.
Não sou contra a religiosidade encontrada nas instituições de cunho espiritual, não dogmáticas. Aquelas que cumprem o papel de facilitadoras da nossa religação com o Ser Natural - o Ser que habita neste templo vivo de carne; o Ser que se assenta no altar dos nossos corações.
Oponho-me frontalmente as religiões ou escolas - as de praticam a idolatria ou as mentalistas - que buscam compensações pessoais (nos céus e na terra), alimentando o ego. Aquelas que manipulam as mentes e corações dos homens com fim meramente político-econômico; ou aquelas que servem para ostentar, dissimuladamente, vaidades pessoais; ou aquelas que induzam as pessoas a comportamentos extravagantes (principalmente no campo da sexualidade), a sentimentos sectários, a pensamentos apocalípticos etc.
Para aqueles que iniciam na senda do reencontro consigo mesmo (o Ser em nós) e mesmo aos que se descobrem influenciados por falsos gurus e/ou grupos sectáristas, sempre é tempo de refletir, de buscar outras opções, de “respirar novos ares”.
Amir El Aouar
Praticista Self-connection
