Religião e Religiosidade

Pode parecer estranho, quando afirmo que não sou favorável às religiões e, mesmo assim, me encontram contatando, ou mesmo visitando alguns centros religiosos (cristãos, budistas, hinduístas, taoístas, afros etc.etc.). Acontece que sou apaixonado pela religiosidade que, em muitas dessas instituições, ainda se encontra viva.

A religiosidade, para mim, é o afeto espontâneo que se expressa nos rituais ao Criador e seus representantes conscientes – os Mestres (Jesus Cristo, Buda, Khrishna, Lao Tse, Confúcio, Chico Xavier, Yogananda, Ramakrishna, Massaharu Taniguchi etc.etc.). Sou infinitamente grato por todo o conhecimento e amor que esses Seres nos devotaram. Sou grato ao Criador pela minha existência e subsistência. E que a minha vida - essa singularidade - possa ser uma manifestação consciente da Sua Vontade.

Não sou contra a religiosidade encontrada nas instituições de cunho espiritual, não dogmáticas. Aquelas que cumprem o papel de facilitadoras da nossa religação com o Ser Natural - o Ser que habita neste templo vivo de carne; o Ser que se assenta no altar dos nossos corações.

Oponho-me frontalmente as religiões ou escolas - as de praticam a idolatria ou as mentalistas - que buscam compensações pessoais (nos céus e na terra), alimentando o ego. Aquelas que manipulam as mentes e corações dos homens com fim meramente político-econômico; ou aquelas que servem para ostentar, dissimuladamente, vaidades pessoais; ou aquelas que induzam as pessoas a comportamentos extravagantes (principalmente no campo da sexualidade), a sentimentos sectários, a pensamentos apocalípticos etc.

Para aqueles que iniciam na senda do reencontro consigo mesmo (o Ser em nós) e mesmo aos que se descobrem influenciados por falsos gurus e/ou grupos sectáristas, sempre é tempo de refletir, de buscar outras opções, de “respirar novos ares”.

Amir El Aouar

Praticista Self-connection