Pois, como Freud percebeu, ele é movido pelo "princípio do prazer".
O sonho é meu pequeno paraíso. Se fôssemos feiticeiros, se tivéssemos o poder mágico dos deuses, bastaria dizer o sonho em voz alta para que ele se realizasse.
Mas somos seres humanos e temos necessidade de pensar.
O sonho dá ordens à inteligência: “Pense, invente as ferramentas de que necessita" aí a inteligência pensa.
Se o sonho não existe, ela não obedece.
No dia a dia a inteligência se encontra num estado flácido que é mais do que suficiente para a realização das tarefas rotineiras. Quando, entretanto, é provocada pelo desejo, ela cresce e se dispõe a fazer coisas ditas impossíveis.
Texto de Rubens Alves
(Folha de São Paulo 31/08/2004)
Enviado por Noura van Dijk – São Paulo-SP
