Sobre a "morte" de Jesus

Sem dúvida, Jesus está na “cabeceira da mesa“ dos Grandes Mestres Humanidade! Mas acredito que existe muita incompreensão – e alguma fantasia - acerca do Seu Mandato... Algumas respeitadas correntes religiosas dizem que Jesus morreu por nós, para suplantar os nossos pecados e para nos possibilitar o acesso ao Reino de Deus... Por isso, devemos aceitá-Lo como o único Salvador e Caminho...

Permitam-me compartilhar uma “nova” visão sobre esta questão...

Creio que a verdadeira razão que levou Jesus a aceitar o padecimento na cruz foi o desejo de provar o Poder do Espírito sobre a matéria (incluindo a mente, o ego desajustado – este sim o verdadeiro “diabo”). Este é o mais razoável motivo para o Seu corajoso martírio.

É preciso que se compreenda que o Poder do Cristo (o Estado de Consciência que Jesus, de forma sublime, demonstrou) deve ser manifestado, intimamente, no altar do coração dos fiéis (o mesmo que ajustados). Este sim é o verdadeiro exemplo que deve ser seguido por todos!

Jesus não espera (ou esperava) salvar as pessoas... Ele mesmo afirmava que só a Fé (o ajustamento às Leis/Vontade do Pai) cura o homem. Esta é a parte que nos cabe para a salvação! Antes, acredito que Jesus espera que, como Ele, busquemos a consciente Unidade com o Pai; que façamos o ajustamento (que vem de justiça) ao Reino – a conexão com a Realidade Natural. A partir daí, tudo mais nos será dado, inclusive a imortalidade...

Jesus é a Seta (Aquele que deu o Exemplo, a Orientação). Não podemos nos apegar à Seta, com o risco de não chegarmos à Meta (da consciência do Ser, do Cristo em nós)...

Jesus nos mostrou o Caminho para a Liberdade de todos os conceitos e apegos mentais, em prol da consciência de que somos – como Ele – Filhos de Deus!

Jesus nos incentiva a seguir o Seu exemplo e suplantá-Lo – “fazendo muito mais”! Resta-nos imitar o Seu grandioso exemplo, hoje, sem que necessitemos passar pelo mesmo martírio ao qual o Mestre se sujeitou. Como Ele mesmo disse, estamos aptos a provar o infinito Poder do Ser (do Cristo em e através de nós) em nossas vidas...

Fraternalmente,

Amir El Aouar

Praticista Self-connection