Numa mansão, um dos filhos do rico e arrogante proprietário, resolveu questionar ao humilde e sempre alegre jardineiro. O astuto e observador rapaz perguntou:
_ Meu senhor, como consegue ficar contente e tranqüilo diante das injustiças que lhe fazem?
_ Como faço para, assim como o senhor, não me aborrecer?
_ Pois fico incomodado com algumas pessoas que falam demais... Outras são ignorantes... Algumas são indiferentes... E ainda, sinto ódio das que são mentirosas. E sofro com as que caluniam...
_ Então viva como as flores! Advertiu o jardineiro.
_ Como é viver como as flores? Perguntou o rapaz.
_ Repare nas flores...
Continuou o jardineiro, apontando os lírios que cresciam no jardim.
_ Elas nascem no esterco e, entretanto, são puras e perfumadas...
_ Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas...
_ É justo ficar atento às próprias falhas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem...
_ Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
_ Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora...
_ Isso é viver como as flores.
adequado por Amir El Aouar
